sábado, 21 de novembro de 2009

É muito mais.


"A vida não é só ir na padaria comprar pão. É muito mais."
Acabei de ler isso em um blog de uma amiga, Tamára Roots, que faz parte de uma família incrível.
Ontem eu fui ver um show, pra me partir ao meio.
Vanessa da Mata e coisas do tipo "meus melhores beijos serão seus (...) que sorte a nossa hein?" e eu quis ligar pro meu interlocutor favorito e dizer:
A vida é mais que isso amor, mais que erros, a vida é líquida, como água, de uma absoluta fluidez. Se a Hilda percebeu isso antes, não muda a minha situação agora e agora no rádio toca "bem que se quis (...) a minha estrada corre pro teu mar" e quando eu voltava pra casa que estava iluminada por velas, a mesma casa da despedida em bom português da família "tudojunto", da qual fico feliz de dizer que faço parte, eu pensei que me afogar todo dia não ia me salvar, que nadar e morrer na praia se tornou um clichê insuportável na minha vida e eu sou uma suicida sem potêncial para morte, eu amo a vida, odeio vida, com tanta paixão, mas me diga Marisa "o que a gente não faz por amor?" E mesmo que eu ligue e descreva os três segredos da vida em detalhes e prove que a simplicidade do momento ainda é preto e branco não mudaria esse roteiro de um sacana qualquer, de um Pedro Almodóvar, de gênio sem muito mais o que fazer.
Acho que tem gente que não bebe a vida, cospe fora.
E Hilda, não sei se você sabe, mas foi preciso uma noite em claro pra concordar com você em outra coisinha "é bom que seja assim" e poderia ser o "é bom que seja assim" de qualquer um, mas hoje só o seu "é bom que seja assim" faz sentido, tem gente que não lê a vida, não entende as frases, tem gente que não sente nada, tem gente que modéstia a parte nem se quer sente saudades de si.

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