sábado, 19 de dezembro de 2009

E o 'eu te amo pra sempre'?


E o "eu não existo sem você?"
Tudo isso se perdeu.
Eu perdi.
"Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you. "
Hoje o dia é o pior dos dias, o dia em que eu ainda respiro.
É um dia como qualquer outro.
Eu não tenho opção.
Eu não estou vendo a merda do céu de chumbo derreter.
Cadê caralho?
Cadê a merda do EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Saudade mata.


Hoje eu saí de casa no meio da chuva, molhando meus livros, sujando a minha alma e os meus pés de lama.
Todas as lágrimas misturadas à água e a dor se confundindo com o barulho dos carros.
Eu não sou tão forte, tão segura, tão infalível ao ponto de não chorar.
Eu tentei te achar dentro de algum carro, mas todos os vidros estavam embaçados, não sabia se era você, não sabia se era meu rosto distorcido no pára-brisa.
Toda a saudade caída do céu e você em algum lugar acabando de abrir os olhos, com outros olhos arregalados te observando.
Porque você estaria no meio da rua, na chuva por mim?
Eu queria que a resposta fosse amor, mas agora é só ela te dando bom dia.
- Quer café?
- Não, fica aqui comigo mais um pouco.
(...)
- Quer morrer sua louca?
Mas o carro nem ao menos chegou perto e eu não tive tempo de dizer que sim.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Descendo a rua as 2:45 AM.


Meu melhor amigo me ligou essa noite, mas eu não estava em casa.
Meu melhor amigo me ligou, mas eu estava no fundo do poço.
Então recebi uma mensagem vinda do céu.
Era ele dizendo que estava com medo.
Eu desço a rua vazia e suja por todo esse tempo.
Então eu peço que ele se acalme, sim meu querido amigo, se acalme, você tem a menina que você ama, ela não vai deixar você.
O telefone toca mais uma vez.
Não é ninguém.
Eu desço ao inferno por todo esse tempo.
A dor não me deixa pensar, e todo o mal que você fez.
Meu amigo eu vou te proteger.
Eu falei com deus pra tentar a sorte hoje, mas ele disse que não poderia fazer nada.
Eu rezei com toda a minha fé mergulhada em água limpa e ganhei um passe livre para inferno, eu quis te resgatar, mas quando me dei conta vi que era você que brincava com seu vestido novo em algum jardim enquanto eu olhava por entre as portas que eu não sei como abrir.
Então meu melhor amigo dormiu um sono profundo, e a menina que ele amava o acordou na manhã seguinte com um sorriso.
Eu quis invejá-lo, mas não consegui meu doce amigo.
Eu quis morrer, mas continuo descendo mais fundo todo esse tempo.
Respirando, tentando não pirar com tanta chuva, com esse maldito barulho que o silêncio faz de madrugada.
Com o vazio que me enche de nada.

Minha natureza morta de Van Gogh.


Flores de plástico não morrem!
Mas não são como flores vivas, embora essas morram.
As flores de Plástico não tem alma, embora possam ser limpas e não precisem de água ou alguma coisa parecida.
Pessoas de plástico não se machucam, elas precisam apenas de alguém que as compre, de alguém que se encante com seus encantos, seu amor não precisa de alimento, mas pessoas reais se machucam, pessoas reais aceitam perder seus espinhos para não machucar o outro e quando se dão conta estão completamente desprotegidas e aí, ao deus dará, nada pode reverter à situação.
Pessoas de plástico vivem mais, precisam de menos, vendem mais, sobrevivem a quase tudo. Seu cheiro é artificial, tudo é superfície e crueldade.
Pessoas reais não têm nada que não possam perder e que não possam doar, a maior dificuldade é quando alguém real encontra alguém de plástico. Sempre acaba com o triste fim da flor que agora é viva-morta enquanto a flor morta-de-plástico continua lá com todo seu ar de autoridade, a flor morta-de-plástico sempre tem o poder, tem a matéria, tem a escolha e fica por fim intacta.
Certo dia um incêndio devorou a casa onde ela morava, todas as flores de plástico derreteram, ficaram irreconhecíveis. E as flores vivas, agora mortas, jogadas ao solo infértil, com uma leve chuva fizeram brotar dele uma flor nova, muito antes um pequeno ramo, pois tudo um dia acaba, até o que não morre menos o que é verdadeiro, assim como um amor não passa, e a dor é persistente. Assim como uma flor, como uma cor que desbota no inverno, as flores vivas morrem e nascem outra vez, já o plástico derretido é só matéria informe, não pode enganar, encantar, suprassumir mais ninguém.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Nunca foi vermelho-super-hiper-claro!


6:43 da matina.
-Hey Guria, você não tem prova?
-Tenho, e daí?
-Você não deveria se preparar?
-Sim, mas, mas...
-Mas nada, vai logo.
-Espera, só preciso dizer uma coisa.
-Então diga!
-É que eu queria dizer que talvez eu sobreviva que talvez eu respire melhor um dia, que acreditar em uma mentira não te torna uma mentirosa, nem a vida uma ilusão, só te faz ser triste por um tempo, só te faz se perguntar como podem isso e aquilo, mas a verdade é que não existe um motivo relacionado a você mesmo, então é inútil se perguntar a cada manhã o porquê e esperar alguém que não vai voltar, não por estar muito longe, não por ser cego ou alguma coisa assim, esse alguém não volta pelo simples motivo de não querer voltar e você tenta refazer sua vida, tenta escovar os dentes e pentear o cabelo, e parece tão estúpido.
-Era isso?
-Sim, era.
-Eu não concordo.
-Não?
-Não, eu acho que a vida ainda vai te ferrar muito.
-E eu disse que ela não iria? Mas quando ela vier outra vez, eu não vou mais fingir que não me importo comigo, porque eu me importo sim, ao menos quando dói, porque a dor quem sente sou eu.
-Soube que você foi trocada, por qualquer uma?
-Você deveria procurar o que fazer, assim como eu estou indo fazer minha prova final.

sábado, 12 de dezembro de 2009

=/


"Eu fecho meus olhos pra te encontrar, eu deixei a porta aberta pra você voltar, volta pra casa, eu deixei a luz acesa pra você entrar sem sentir medo do escuro, disso tudo, do futuro que nos apavora, dessa bomba pronta pra explodir, volta pra casa.
Hoje!
Volta agora."

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

No país das maravilhas!


Antes de dormir só mais um pensamento.
Estou tão acelerada.
Estou tão sem graça.
Nem consigo sorrir.
“Há um muro de concreto entre nossos lábios.”
Eu sei que certas coisas não vão mais se acertar, e cada noite é muito longa, muito tensa, muito fria e, sobretudo, muito vazia.
Cheia de dor por todos os lados, todas as paredes manchadas.
“O que você me pede eu não posso fazer.
Assim você me perde, eu perco você.
Como um barco perde o rumo,
Como uma árvore no outono perde a cor.”
Desconstruir cada frase que já fez sentido um dia, que já me fez sentir.
Eu não sou nem uma Alice, eu não sou o lugar onde você mora, e eu nem sei o que isso quer dizer, mas diz respeito a mim, embora você não saiba mais me decifrar, ler meus lábios, essas linhas turvas, cada curva dessa estrada, e agora, não para rimar, não para enfeitar o poema, mas seu cheiro teimoso e insistente entra pela janela só pra me enlouquecer.
“Parecia que era minha aquela solidão.”
Ontem a noite eu conheci uma guria que eu não conhecia, ontem eu conheci uma guria que eu nem suspeitava existir, ela era eu, toda cheia de marcas, pontos, focos, planos, sonhos, músicas e frases inúteis feitas na hora, um improviso perfeito. Eu conheci uma guria que eu não conhecia, porque ela nunca foi pular carnaval, ela nunca usou fantasia, e se parecia que era dela aquela solidão, pode ter certeza que era minha, era minha.
Agora não é mais...
“...como um barco perde o rumo...”
Como uma vida inteira perde a cor!

Prova!


6:30 ouvindo uma canção, com os olhos cheios de lágrima, mas eu tinha que sair correndo!
"come up to meet you, tell you I'm sorry"
Eu tive um sonho estranho, muito engraçado.
Tenho uma amiga, linda amiga, que sempre me ajuda se eu preciso e que sempre, sempre liga pra saber como eu estou.
Ela é linda, muito linda.
Então, eu sonho e nos meus sonhos eu tenho memória de sonhos passados.
Pois é, tudo começa comigo lembrando, dentro do sonho de outro sonho, de um acidente aéreo, e eu tão triste, não conseguia mais viver na cidade do acidente, aí minha amiga me chama pra ir pra bem longe, e a gente vai pra um país, mas não sei qual, só sei que era alguma coisa como Hungria ou Dinamarca, sabe? Kierkegaard está me matando.
Então, a gente viaja por um oceano enorme, e do nada estamos em um navio, claro, muitas outras pessoas aparecem nesse sonho, e sim, a coisa mais engraçada de todas acontece quando estamos no mar e nesse mar tem um muro e não temos como escapar, mas eu vejo que do outro lado do muro tem um telefone e eu ligo pros bombeiros, ela me olha com aquele ar que ela sempre faz “como você é inteligente, como pode?", mas não tem sinal no telefone e eu pulo bem do alto com tanta fé, já sabendo que vou sobreviver e salvar a minha amiga.
E no fim estamos nesse tal país sem entender nada do que os nativos falam, conhecemos um brasileiro traficante e corremos pra um orelhão da OI pra ligar pra casa, mas aí a minha amiga como sempre cheia de perguntas me olha e diz “como fazer ligação a cobrar internacional?!”, mas na hora só pensei em como descobrir um jeito de saber quais eram os números, porque suspeitava que eles estivessem em uma grafia diferente, então resolvi acordar antes que a minha amiga muito linda e que adorar perguntar começasse o interrogatório.
Levantei, tinha provas, nem lembrava mais como eram essas semanas de prova, e hoje não tive tempo pra chorar de novo, acredita?
Sim, muitas provas.
Estou indo pra todas as aulas e sempre em mente que desistir não combina com minha calça favorita que pra falar a verdade quebrou o zíper.
P.s: a Blusa laranja deu sorte, ou será que é sua amizade tão bonita que me dá? Obrigada por tudo, apesar das perguntas chatas, irritantes e ...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bem que eu queria me mudar daqui.


De certo e sob certo ponto de vista o inferno é bem menos seco que isso.
E a última promessa nem foi levada a sério e cada pesadelo é um pedaço extra-corporal.
Minha alma canta?
Hoje não, hoje não.
Queria ouvir alguma coisa a mais que esses seus gritos mórbidos nos sonhos, desespero e cor.
- Me pinta de azul, me pinta.
As coisas, os postes, os lumes, os puros de coração, hoje é tudo a mesma coisa.
As flores, as dores, o céu, o chão, o limpo e o sujo.
Tudo, tudo igual.
Eu sonho com você, eu sonho com meu dia feliz.
Eu sinto falta, eu me desamarro das vestes comuns.
O amarelo das fotos que nunca tiramos vem com o tempo que passa tão lento feito um pé cego.
O leite derramado ali, todo espalhado pelo chão.
Mas hoje não, hoje não.
E eu acordei hoje e não chorei, mas deu vontade, sim, mas não deu tempo, tive que sair correndo.
E a gente vai vivendo, e a gente vai torcendo pra não morrer.
A gente vai querendo ser feliz.
Mas você é tão boba que eu não consigo tornar público o seu medo, eu só me derreto feito lama na chuva, feito lama feita de chuva.
Mas hoje não, hoje eu estou de guarda-chuva, muito bem guardada de você.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

03 de Setembro de 2017.


No Dia do meu casamento eu quero aquele vestido rosa que você diz ser vermelho claro.
Eu quero nossas flores favoritas!
No dia do meu casamento eu quero que ele seja nosso.
No dia que eu acordar.
Mas agora estou dormindo um sono profundo, estou dormindo e tendo pesadelos.
Eu quero a casa bonita, a cerca branca, a filha loira.
Eu quero a Clarice e as cartas e as declarações.
Eu quero um presente, mesmo que o meu presente seja você.
No dia do meu casamento eu quero estar feliz.
Eu quero um pra sempre.
Eu tenho um pra sempre que eu nunca gastei com ninguém.
Pra você.
Meu pra sempre e essas flores.
Eu quero acordar só pra te ver dormir, no dia seguinte.
Eu quero fazer o seu café e quero comprar seu pão, ler seu jornal.
Eu quero seu coração batendo e sua respiração.
No dia do meu casamento,
Mas agora estou dormindo quase em coma, então me acorde com um beijo e faça silêncio, não precisa falar nada.
Eu vou entender a pergunta e dizer SIM.

domingo, 29 de novembro de 2009

Ontem eu vi o mar e suas franjas.


'Se fôssemos aqueles
Feitos de areia, tantos,
Onde a água resvala
E volta e serpenteia
Mas deixa um só vestígio
De umidade ou de pranto.
Ai de nós, mutilantes,
De afetos imprecisos,
De repente tomados
À lua das vazantes
Num relance possessos
Possuídos
Inflamando o sentir
Recomeçando aquele, o mesmo canto.
Estuários freqüentes
Desviam nossas velas.
E de que lado, onde
Uma visão mais bela
Se o único prazer
é ter o mar, o vento
E naufrágios além
E descobertas
E permanências veladas
Muito ausência.
Em que montaha azul a nossa meta?'

E se fossemos de sonho e se eu fosse feliz?
Ontem eu quis por um segundo acreditar que não acreditava mais.
Ontem eu quis saber porque sinto assim se no fim não faz sentido.
Mas quem tem as respostas?

"você espera respostas que eu não tenho, mas não vou brigar por causa disso"

E eu não posso pensar duas vezes se você quiser ficar, porque pra mim não existem outras coisas e essa coisa de ficar não é pra você, não dessa vez.
Na minha vez!
Como sapo, eu me jogo no lago e nada acontece, porque não sei nadar, mas ainda sim nado?!

sábado, 28 de novembro de 2009

"vou te abandonar porque te amo?!"


Hoje foi o dia dela.
O dia de saber que foi em vão.
Alanis, Alanis...
E vamos lá com aquele refrão que já inicia a canção:
“I'm broke but I'm happy,
I'm poor but I'm kind.
I'm short but I'm healthy, yeah!”
E meus olhos fechados como fardos sobre mim.
E o que você disse não convém.
Não, você não pode ter dito isso.
Talvez você nunca tenha amado alguém e agora que ama não sabe o que fazer talvez você não me ame e não sabe o que fazer comigo, não com você, porque você está fazendo um ótimo trabalho consigo, não acha?
Você tem pra onde ir, e se recusa você tem pra onde ir e diz que meu choro, meu pranto não é problema seu.
Assino em baixo ou espero o vendaval passar?
“'Cause I've got one hand in my pocket and the other is flicking a cigarette.”
Ela sentou, olhou ao redor e leu uma carta,
“Preciso tirar você da minha vida, porque não posso conviver com você, eu vou enlouquecer, mas se eu vou te abandonar mais uma vez, se eu te troquei por uma estranha, se eu estou fazendo você morrer a cada segundo e cada segunda-feira é porque eu te amo, com toda certeza é amor de verdade”
Ela chora, sangra e mora, vai embora e volta. Sem saber quem é, quem eram eles todos então?
E quem é você que percorre meu sangue, na veia e no chão?
Quem é você que não se importa?
Quem é você que tem a chave?
Quem é você aí do lado que tem um punhal?
Quem é você que fez do jeito mais doloroso?
Quem é você que fez tudo que dava antes por todos que não valiam nada?
Quem foi que me sorteou como a sortuda, a tal da bola da vez? E você reaprendeu a dar o que tinha e antes mesmo de olhar pra mim e me dizer uma palavra de carinho foi testar seus lumes com outro alguém.
A Estranha, A Novata?
Não, apenas alguém com quem você vai partilhar tudo que roubou de mim, e mesmo que não seja verdade, é assim que eu sinto isso, e pode até ser pior, mas a gente sabe depois, só depois.
P.s: E o mais que pode ser, será, não o que roubou de mim, mas o que cansou de me negar.




P.s.2: Dois dias sem comer é quase um alivio, passar fome dói, mas ajuda muito agora, talvez se eu sumir, talvez chegar aos 40kg.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Deu Zica na DOna.


"Relaxe, bicho papão não dá medo a ninguém.
Desperte, contos de fadas não contam na estrada.
Segure-se, mar de rosas não tem a ver com essa praia.
Escute, essa canção não é de ninar, é de viver, é de amar.

Não deixe pra mais tarde, que escurece,
Se nesse mundo a tristeza só cresce,
Se mexe, faça de tudo uma prece,
Não queixe, pede a benção e agradece."


Porque deu Dona Zica Lá em casa, no meu rádio, no meu som.
Porque deu Zica lá e onde eu for.
Não deixe pra mais tarde!
Muito, muito engraçado Filho da P*, e um palavrão pra lavar a alma ferida.

Deveriamos!


Hoje eu vou ser protagonista de uma briga.
Hoje eu vou estar tão longe tentando não pensar em você deitando todo carinho e cuidado por alguém.
Tão inclinada ela vai estar sobre o seu carinho, seus braços e detalhes comuns.
Eu nunca experimentei.
Você regando um jardim cheio de mato, e talvez o mato seja eu, sim, a erva daninha.
A tulipa negra que eu pensei que seria isso não, nunca será a realidade ‘pranto-esperada’.
“The ocean is full 'cause everyone's crying.”
Não Eddie, eu não posso suportar isso, supor que fomos e que deixamos de ser.
“We may need to hide.”
Ahh, a vida tem sabotado cada passo que eu dou em sua direção baby.
I AM MINE?
Não sou nem mesmo eu, nem mesmo, teu não, não, não.
Hoje eu vou ser protagonista de uma briga.
E em segundos minha imagem vai desaparecer, ficará só o vapor de corpos que estão juntos e que vão permanecer, porque nós não demos certo, porque nunca mais posso te pedir pra ficar perto de mim desse jeito, pra você viver uma coisa tão ruim, então eu pensei que se eu tentei fazer tudo certo e ainda sim foi tão ruim, eu preciso ir e te deixar ser feliz.
Acho que com ela dá certo, ela é tudo que você sempre quis, é tão bonito ver você falar dela, estou consciente de que talvez seja ela, mas eu não tenho direito de pensar sobre isso, eu não tenho nada com isso. Meu tempo se foi e nem mesmo foi seu pior tempo, foi só um tempo ruim, com gosto ruim, ruim pra você.
Então é isso, ela vai estar lá.
Espero que ela te desculpe que vocês fiquem bem, muito bem.
“The full moon is looking for friends at high tide.”
E não significou nada no fim das contas, só uma coisa muito forte, muito ruim, uma coisa que te faz pensar em usar tudo que você aprendeu, mas é a minha vida, são todas as minhas coisas, em você deve ser só um detalhe, talvez seja só por um segundo quando você perceber que não vale a pena.
Hoje eu vou ser pela ultima vez um motivo e depois vou ser só um monte de ossos passando e não, não é sua culpa como eu disse, não daria certo comigo, porque pra dar certo precisaria ter sido com outra, eu não sirvo, e você sempre soube, e ainda sim, acho que é o mais dolorido obrigado que eu daria, mas eu não posso te agradecer por isso, melhor deixar você em paz, perto de quem te faz bem e isso vai ser agradecer, sim, porque minhas palavras não significam nada aqui!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ela que te faz tão bem.


"Meu chapéu de palha, meu pé de capim.
Meu amor, meu carmesim.
Meu agridoce agora que trouxe tanta saudade!
Meu pé, minha mão.
Mas nada te serve, nada!"

E toda essa confusão.
- Eu não te quero mais.
- Sim, ela é bonita, ela me entende, ela é calma, ela tem um trabalho.
- Sim, mas só nos vemos 15 minutos por dia e pegamos o mesmo ônibus.
- Ela é boa, ela é isso, ela é aquilo.
Eu lembrei que meses antes desse, eu disse “mesmo que seja só pra te deixar na parada de ônibus eu quero ver você”, mas aí eu escutava sempre “não, não dá”.
A pior parte ficou assim,
- Eu mereço mesmo.
- Nunca mais quero viver uma coisa tão ruim.
- Que se foda, to me lixando se você fizer alguma merda.
E eu fiquei tão triste, mas ainda tinha o final...
- Saia da minha vida, estou com tanto ódio de você que quero te bater!
É que a vida é um assombro às vezes, mas são todas as coisas que você resolve dentro de você mesmo, como me disse hoje o meu amigo Abraão.
Eu não entendi uma palavra de tudo que eu ouvi. Me deixou triste saber que ela está lá, que por ela coisas são feitas, considerações são tomadas, cuidados, sabe? 15 min. por dia pra não perder a chance de ver quem te faz bem e feliz, isso é ser inteligente, não, nada além de ser mesmo esperto, e espero que tudo se resolva e que os 15 min. diários passem a ser horas e dias, pra que ela te faça feliz.
Pra ela que te faz feliz, pra mim que agora sou só uma coisa ruim, e pra pontuar essa história uma afirmação nada retórica.
“Todos os meus relacionamentos foram assim e eu aprendi”
É você aprendeu tudo que deveria fazer com quem não vale nada, o que não deveria ser o meu caso, mas eu te faço mal, ela te faz bem, faça tudo por ela, nada por mim, seja feliz, enquanto eu fico nessa chuva ácida.
Eu não sou uma vitima, eu sou só triste, que culpa tem uma pessoa de ter um coração?
Eu não achei que era isso que eu representava uma coisa tão ruim.
Que ela vem almoçar com você, que ela isso e ela aquilo, porque ela é tanta coisa pra você agora que eu sou só mais uma.
P.s: "foi uma coisa muito forte que tivemos, mas não deu certo, é tão simples"!

Vou ligar pra minha mãe... Alô mãe?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Olha, Benzinho.


E eu cantei velhas canções até você dormir.
Acordei querendo te ligar, mas não sei se é prudente.
E toda a esperança até agora será que foi vã?
Não, eu não sei.
Mas espero que não, espero que não.
“O amor é uma agonia,
Vem de noite, vai de dia.
É uma alegria.
E de repente
Uma vontade de chorar.”
Por um Toquinho de felicidade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Bye-Bye, Baby!


Ouvir Janis depois de pensar em conseguir soda caustica pra misturar com vinho.
“Bye, bye-bye, baby, bye-bye.
I gotta be seeing you around,
When I change my living standard and I move uptown”
Não peça desculpas por não querer, isso não convém.
Não peça nada, nem mais uma dose.
Se você quisesse estar ao meu lado você estaria e eu arrastando toda essa agonia pra lá e pra cá por saber disso.
Ontem o dia foi lindo, Weinee, meu caro amigo que me fez cantar mais uma vez, eu cantei cada nota como se fosse uma gota de chuva, e os tios super bacanas do bar onde eu devo tocar logo mais, mês que vem. Eu nem sei. Mas aí uma sms, uma coisa que machuca.
Por favor, não me peça desculpas, isso não muda nada, não diga que quis ser, que tentou ser.
Seja apenas seja.
O mar, Pearl Jam, Toquinho, e eu lá lembrando você, e eu pensando na cerca branca da casa que nunca vai ser comprada, na viagem que não fizemos, do amor que você me negou.
Mas não me peça desculpas, me mostre um mundo novo.
Não me peça desculpas me liga e me leva pra tomar um sorvete.
Não me peça desculpas, peça pra eu ficar viva, pra eu ensinar nossa filha a andar!
Mas não me peça nada que eu não possa fazer, como sobreviver e ficar bem sem você poxa.
Porque amor pra mim não é vão, não é só uma canção comum, amor pra mim não é pedir desculpas, amor pra mim é muito mais, ainda mais do que eu poderia te dizer.
Então o dia ontem terminou mal, então eu só quero que o pesadelo acabe.
E eu ouvindo Janis e pensando que agora que eu to bem onde eu queria estar, agora que eu estou no lugar que eu sempre quis me falta tudo, e não diga que a aquela frase combina “a gente só dá valor quando perde”, porque não estou dando valor ao que perdi, eu não queria perder o que eu mais valorizei, eu queria cantar aquela canção e jogar a soda no ralo e segurar sua mão.
“Fura o dedo e faz um pacto comigo, por um minuto mais feliz”
E cadê você agora que eu aprendi a arrumar meu cabelo?
Pra eu te dizer que bem no fundo nosso selo ainda não se rompeu.

sábado, 21 de novembro de 2009

É muito mais.


"A vida não é só ir na padaria comprar pão. É muito mais."
Acabei de ler isso em um blog de uma amiga, Tamára Roots, que faz parte de uma família incrível.
Ontem eu fui ver um show, pra me partir ao meio.
Vanessa da Mata e coisas do tipo "meus melhores beijos serão seus (...) que sorte a nossa hein?" e eu quis ligar pro meu interlocutor favorito e dizer:
A vida é mais que isso amor, mais que erros, a vida é líquida, como água, de uma absoluta fluidez. Se a Hilda percebeu isso antes, não muda a minha situação agora e agora no rádio toca "bem que se quis (...) a minha estrada corre pro teu mar" e quando eu voltava pra casa que estava iluminada por velas, a mesma casa da despedida em bom português da família "tudojunto", da qual fico feliz de dizer que faço parte, eu pensei que me afogar todo dia não ia me salvar, que nadar e morrer na praia se tornou um clichê insuportável na minha vida e eu sou uma suicida sem potêncial para morte, eu amo a vida, odeio vida, com tanta paixão, mas me diga Marisa "o que a gente não faz por amor?" E mesmo que eu ligue e descreva os três segredos da vida em detalhes e prove que a simplicidade do momento ainda é preto e branco não mudaria esse roteiro de um sacana qualquer, de um Pedro Almodóvar, de gênio sem muito mais o que fazer.
Acho que tem gente que não bebe a vida, cospe fora.
E Hilda, não sei se você sabe, mas foi preciso uma noite em claro pra concordar com você em outra coisinha "é bom que seja assim" e poderia ser o "é bom que seja assim" de qualquer um, mas hoje só o seu "é bom que seja assim" faz sentido, tem gente que não lê a vida, não entende as frases, tem gente que não sente nada, tem gente que modéstia a parte nem se quer sente saudades de si.

sábado, 30 de maio de 2009

Abra então todas as portas.


Todos os olhos em você.
Sentindo que já não poderia, parou.
Quando você percebe já não é mais.
Sentindo que tem tudo pra dar e ninguém pra receber.
Quando o Jack estava lá na montanha fazendo seu trabalho, o mundo e a Tristessa podiam esperar por ele.
Mas você não poderá, porque não é por mim que esperas!
Eu estou de volta.
Como antes e com o mesmo problema.
Quase uma dor.
Devoramos um ao outro nesse frio.
Como nunca estou presa nos braços de Chopin, estou em lágrimas.

"eu quis dizer, você não quis me escutar"

Quase todo mundo sabe que isso aqui é uma tentativa vã do que nunca foi possível.
E aposto o dobro que vou perder outra vez.
Sabe?
Não é o jogador que faz o jogo, definitivamente.
Esse gosto de fracasso.