
Era uma vez uma guria de cabelos loiros, olhos claros, voz macia, essa garota mal sabia, mas seria o personagem principal de uma história triste, quase infeliz.
- Lembra aquela vez que você viajou e eu postei mil músicas do Nando Reis no seu Fotolog? Agora é só passado, nada mais.
‘pra que serve tanta mobília?’
P.s:"ahh... aqui faz muito calor, eu mal posso esperar pra voltar, não faz besteira aí hein?! eu dancei Beatles na chuva, pensei em você, eu só posso te amar mais que tudo no mundo mesmo... muito... bem muitão."
E o vão que fazem suas mãos? Ele nem existe mais.
Está tudo errado aqui dentro.
Tudo fora do lugar, tudo cinza, tudo roxo.
Eu sei, um braço, um abraço, e alguém me diz pra esquecer, conformar, esperar, lutar, seguir, mas e onde vão meus pés? Uma canção tocando aqui, no meu som agora, ela começa assim "quer saber quando te olhei na piscina..." e termina tão bonita, e é tão verdade que essa letra não foi escrita pra mim, embora eu queira o mesmo, mas alguém igual não há de ter, então quero mudar de lugar, eu quero estar em um lugar onde essa dor não possa estar, onde eu não esteja também.
O vão que fazem minhas mãos, o vão, é porque você... é só porque você... todo mundo sabe o resto da canção.
Só é possível, escorrem aos litros.
Eu vejo nossos filhos brincando, quando eu acordar desse pesadelo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário