
Flores de plástico não morrem!
Mas não são como flores vivas, embora essas morram.
As flores de Plástico não tem alma, embora possam ser limpas e não precisem de água ou alguma coisa parecida.
Pessoas de plástico não se machucam, elas precisam apenas de alguém que as compre, de alguém que se encante com seus encantos, seu amor não precisa de alimento, mas pessoas reais se machucam, pessoas reais aceitam perder seus espinhos para não machucar o outro e quando se dão conta estão completamente desprotegidas e aí, ao deus dará, nada pode reverter à situação.
Pessoas de plástico vivem mais, precisam de menos, vendem mais, sobrevivem a quase tudo. Seu cheiro é artificial, tudo é superfície e crueldade.
Pessoas reais não têm nada que não possam perder e que não possam doar, a maior dificuldade é quando alguém real encontra alguém de plástico. Sempre acaba com o triste fim da flor que agora é viva-morta enquanto a flor morta-de-plástico continua lá com todo seu ar de autoridade, a flor morta-de-plástico sempre tem o poder, tem a matéria, tem a escolha e fica por fim intacta.
Certo dia um incêndio devorou a casa onde ela morava, todas as flores de plástico derreteram, ficaram irreconhecíveis. E as flores vivas, agora mortas, jogadas ao solo infértil, com uma leve chuva fizeram brotar dele uma flor nova, muito antes um pequeno ramo, pois tudo um dia acaba, até o que não morre menos o que é verdadeiro, assim como um amor não passa, e a dor é persistente. Assim como uma flor, como uma cor que desbota no inverno, as flores vivas morrem e nascem outra vez, já o plástico derretido é só matéria informe, não pode enganar, encantar, suprassumir mais ninguém.
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