quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Saudade mata.


Hoje eu saí de casa no meio da chuva, molhando meus livros, sujando a minha alma e os meus pés de lama.
Todas as lágrimas misturadas à água e a dor se confundindo com o barulho dos carros.
Eu não sou tão forte, tão segura, tão infalível ao ponto de não chorar.
Eu tentei te achar dentro de algum carro, mas todos os vidros estavam embaçados, não sabia se era você, não sabia se era meu rosto distorcido no pára-brisa.
Toda a saudade caída do céu e você em algum lugar acabando de abrir os olhos, com outros olhos arregalados te observando.
Porque você estaria no meio da rua, na chuva por mim?
Eu queria que a resposta fosse amor, mas agora é só ela te dando bom dia.
- Quer café?
- Não, fica aqui comigo mais um pouco.
(...)
- Quer morrer sua louca?
Mas o carro nem ao menos chegou perto e eu não tive tempo de dizer que sim.

3 comentários:

Tamára Roots disse...

Acho a chuvão tão mágica e sincera, sempre parece que ela me molha com bastante querer.. E se sentir querido é sempre bom.
Você sabe que adoro os seus escritos.
Paz&Luz.

Vanessa disse...

saudade mata, machuca e dói...

Zerim ou um disse...

Saudade mata, mas sentir saudade de quem faz amarga deixa a gente viva pra morrer muito mais.
Muito, muito mais.